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É hora de prospectar ideias!

ARTIGO

Estrada para a inovação III.

O garimpo de pedras preciosas deve ser uma atividade muito cansativa. Imagino que é necessário capturar uma grande quantidade de material, para a partir desse ponto selecionar umas poucas pedras que tem valor.

Fonte: http://www2.carosouvintes.org.br/a-rbs-e-o-garimpo/

Pois bem, antes do advento da internet, o verbo prospectar tinha o mesmo sentido de garimpar, minerar, e por isso começou a ser usado também para indicar a seleção de ideias. Em cima deste sentido é que se cunhou a expressão “prospecção tecnológica”.

Então, depois que temos um problema relevante e aprofundamos na sua compreensão e entendimento, é hora de pensar numa boa proposta de solução para ele.

Neste ponto é interessante insistir que se o tamanho da oportunidade é diretamente proporcional à relevância do problema, e se para cada problema há várias soluções, então não valerá à pena desistir de inovar porque a solução que foi construída não funcionou bem ou foi de alguma forma inviável.

Ao contrário! Se estamos diante de uma grande oportunidade, valerá a pena buscar outras soluções, até que uma delas se adeque bem técnica, mercadológica e economicamente ao problema. A esse processo de busca por outras soluções, chamamos de pivotagem.

É no momento de desenvolver uma solução para o problema que podemos fazer uso de uma potente ferramenta chamada de prospecção tecnológica.

Veja bem: antes de achar que somos os mais criativos do mundo, vamos nos inclinar para observar como o mundo da tecnologia está resolvendo o mesmo problema, ou ao menos, problemas semelhantes.

Como isso é feito?

Consultando as bases de patentes.

Mas o que é uma patente? E o que é uma base de patentes?

Vamos à primeira questão: o que é uma patente?

Patente de Invenção: modelo antigo.

Primeiro, uma patente é um documento físico, impresso. Segundo, esse documento contém o resumo de um contrato entre o Estado e o titular da invenção.

Para que este contrato seja válido, as partes devem apresentar suas contrapartidas.

Enquanto o Estado garante ao titular do invento o direito de exclusividade na exploração, a contrapartida do inventor é apresentada primeiro, e consiste na divulgação da suficiência descritiva do invento. Isto significa que no texto do pedido o inventor deve deixar claro como se constrói o invento, e é justamente nisto que se baseia a nossa prospecção.

Então imagine só o tesouro que você não pode deixar de consultar. Uma base onde você pode encontrar muitos milhões de tecnologias suficientemente descritas, de tal forma que se estiverem relacionadas ao seu campo técnico de atuação, você conseguirá reproduzi-la.

Você consegue imaginar uma forma melhor de regar e incrementar sua criatividade?

Tudo o que você tem que fazer é dominar as técnicas de busca. Listar suas palavras chave, usar bem os conectores lógicos, as classificações internacionais e bum! Um milhão de resultados! Como vou me encontrar nesse mundo de informações?

Tal qual fazem os garimpeiros! Refinando convenientemente a busca, restará não mais que uma dezena de documentos, que lidos, melhor, estudados, vão lhe sugerir maneiras de resolver o problema.

A partir daí sim, é que colocamos também a nossa criatividade e conhecimento técnico focado no desenvolvimento da solução mais adequada!

Se desejar saber mais sobre como a prospecção tecnológica pode enriquecer o desenvolvimento de suas tecnologias não deixe de assistir à vídeo aula disponível em http://www.hoteldeprojetos.ifba.edu.br/como-elaborar-e-submeter-sua-proposta-parte-iv/

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